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O que é ansiedade e as consequências em sua vida

Nem todo o indivíduo que se queixa de “ansiedade” está sofrendo de ansiedade ou de um transtorno de ansiedade, pois existem outros fatores que podem estar envolvidos, como por exemplo o estresse ou um incidente isolado.

Para que a ansiedade seja diagnosticada como um “transtorno”, ela deve ser generalizada, e causar efeitos debilitantes que interferem no funcionamento do indivíduo em qualquer dada situação e por um período mínimo específico. Podemos dizer que ansiedade é a reação às situações futuras que não são conhecidas, imprecisa, confusa, sendo uma mistura de emoções inatas fundamentais.

Diferenciando do medo: que é a reação a situações futuras que são conhecidas, considerado uma emoção básica, fundamental e discreta que geralmente está presente em todas as épocas, culturas, raças e espécies. Um alarme primitivo em resposta ao perigo presente.

A preocupação é uma tentativa do mecanismo de defesa que serve para evitar o cerne da ameaça emocional da ansiedade. Geralmente acomete duas vezes mais as mulheres do que os homens.

A idade média de início antes da pandemia era de aproximadamente 24 anos, porém estudos apontam pós pandemia que o início é atualmente mais precoce. A ansiedade não é sempre ruim, a questão é justamente o nível que se encontra, pois em níveis baixos ajuda nos em questão de motivação e desempenho, sendo benéfica e produtiva. No entanto, o problema inicia se quando esta atinge altos níveis, causando
prejuízos e limitações comprometendo o dia a dia do indivíduo, paralisando-o confirmando crenças limitantes de incapacidade e inadequação. Comprometendo a atenção, foco, organização e planejamento. Fazendo com que aumente os medos e inseguranças, mexendo com a autoconfiança.

Podemos citar o transtorno (ou síndrome) de pânico, transtorno de ansiedade generalizada, fobias sociais e específicas, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático e a grande diferença entre essas doenças está em como a ansiedade se manifesta.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é realizado normalmente por um psiquiatra, através de um exame clínico detalhado, não havendo exames laboratoriais comprobatórios (apesar de serem importantes para excluírem outras doenças, tais como alterações na tireoide ou do ritmo cardíaco). O tratamento medicamentoso é baseado primordialmente no uso de antidepressivos e pode ser bastante efetivo, principalmente se associado a psicoterapia cognitivo comportamental.

Outras medidas também exercem papel fundamental no controle dos sintomas, em especial exercícios físicos, meditação, atividades físicas e mudança no estilo de vida.

Roberta Brito, neuropsicóloga

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