JBM — Jornal Brasileiro de Medicina

 

JBM está completando 49 anos.

De circulação contínua, dos quais os últimos 30 no pleno e irrefutável exercício de liderança no mercado brasileiro de publicações médicas. Isto constitui fato único no Brasil.

Outras publicações podem ter mais de 40 anos, mas nenhuma delas ocupou a posição de liderança que JBM ocupa há tanto tempo. Na realidade, se levarmos em conta que o mercado editorial médico brasileiro só passou a ter importância científica e empresarial a partir do final dos anos 50, ou seja, a partir do lançamento da própria JBM, esses 49 anos deixam de ser uma comemoração restrita à EPUC, que edita a revista, ou aos médicos que a lêem — e a preferem às demais publicações —, ou mesmo aos próprios anunciantes — a Indústria Farmacêutica, em especial.

É uma grande história, que nos orgulha e inspira a perseverar na trilha de uma revista científica séria e profundamente preocupada com a melhor formação do médico brasileiro.

 

1959 E tudo começou assim!...

 

Foi em 1959 que Jornal Brasileiro de Medicina surgiu. Em meio a transformações na economia do País, com a chegada de grandes indústrias farmacêuticas, mudanças no campo educacional e aquisição de novos hábitos. A nova revista buscava suprir a carência que havia de um veículo de divulgação da cultura médica brasileira.

A batalha foi árdua. Algumas edições chegaram a depender de organizações públicas. Mas, à turbulência JBM respondeu com dinamismo. Ainda não era a grande revista desejada, mas era, sem dúvida, uma publicação que dignificava os seus idealizadores.

Estávamos em 1968. Nove anos após o início do desafio era hora de modificar a imagem de JBM, considerada “boa revista, mas com pouco futuro”. Era hora de uma grande virada, de um renascer desta que tinha seu destino traçado: ser a grande revista científica brasileira. Nasce então a EPUC  — Editora de Publicações Científicas e José Maria de Souza Melo assume o controle de Jornal Brasileiro de Medicina.

 

 

O Editorial de JBM. Uma revolução no perfil das revistas médicas

 

A primeira grande modificação na nova fase da revista foi torná-la politemática, com uma planilha editorial desenvolvida através das sugestões de um conselho editorial, formado pelos nomes mais importantes e respeitados da Medicina brasileira de então.

Em junho de 1968 JBM era a sétima revista do ranking de revistas por percentual de anúncios. Em março de 1970 atingia o terceiro lugar nesse ranking. Mas, afinal, o que realmente mudou em JBM? O que o universo médico constatou e apoiou nessa virada vivida pela revista?

Sem dúvida, uma radical modificação no conceito editorial da publicação. Era preciso planejar, evoluir, dirigir, gerenciar a publicação visando às reais necessidades de seu público potencial. Criou-se então o planejamento anual de JBM, incluindo os temas de maior interesse do médico na clínica geral e também artigos que relatavam a experiência dos profissionais em situações novas e diferenciadas. Não era questão de procurar apenas fazer, mas sempre fazer bem, buscar o melhor.

 

 

      Na procura pelo melhor, pelo mais próximo do interesse dos médicos leitores, o editorial de JBM sofreu novas modificações.

 

Em 1972 foram publicados os primeiros Cursos de JBM, especialmente planejados para levar os melhores avanços da Medicina brasileira aos médicos das mais longínquas regiões.

As pesquisas mostraram que os debates e mesas-redondas tinham grande índice de leitura — motivado pela variedade das opiniões emitidas — e eles também foram incorporados ao editorial de JBM na década de 80.

Ao final da década de 80 e início dos anos 90, a liderança de JBM em índices de leitura era inquestionável. As grandes revistas médicas do País procuravam imitar o nosso figurino editorial. Mais uma vez tínhamos que inovar, tínhamos que continuar na frente, tínhamos que evoluir.

Através de pesquisas com muitos médicos observamos que uma das queixas em relação às revistas científicas nacionais era a repetição dos temas abordados. Até hoje, se observarmos as principais revistas médicas do País veremos a espantosa repetição de temas durante um ou dois anos de cada publicação.

JBM detectou essa falha.

E assim nasceu o planejamento editorial qüinqüenal, que se propõe a promover uma atualização médica a cada cinco anos, tendo como base a Clínica Geral. Temas das especialidades básicas da Clínica Geral, compreendendo todas as especialidades, são publicados de maneira ordenada a cada cinco anos, quando então se reinicia a publicação de outros artigos com os mesmos temas, com autores diferentes e dentro do enfoque do momento.

O resultado advindo dessa inovação editorial foi espantoso. Se ontem a supremacia nos índices de leitura era de 10% a 20%, com o projeto de gerenciamento editorial qüinqüenal esta diferença alcança hoje 40% a 50% a mais — na preferência do médico — sobre a segunda revista mais lida.